Como diz Anamaria Fadul(pesquisadora de telenovelas da USP):
"Em nenhum lugar do mundo a ficção da TV tem tanto espaço no horário nobre e impacto público"
E para provar que ela estar certa basta ver que de repente as pessoas passaram a usar jóias iguais a da Maya(Juliana Paes) de Caminhos da India ou ainda basta se lembrar como aumentou a procura por aulas de dança do ventre na época de O Clone ou ainda de como o país parou pra ver o último capitulo de A Favorita.
Mais as novelas não servem apenas pra ditar moda servem tambem pra falar de corrupção,ecologia,copa do mundo...até MST já foi tema de novela
Exemplos abaixo:
1970-Irmãos Coragem
No auge da repressão da ditadura militar, o garimpeiro Jerônimo Coragem (Antônio Fagundes) entra na política para lutar contra um latifundiário que, apoiado pela polícia corrupta, dita a lei da cidade de Coroados.Na vida vida real na eleição legislativa de 1970, milhares de pessoas escreveram o nome de Jerônimo na cédula eleitoral. Exibida na época da Copa do México, a novela mostrou ainda a corrupção no futebol.
1974-O Espigão
A trama girava em torno da construção de um hotel de 50 andares no Rio de Janeiro, que destruiria a Mata Atlântica e uma mansão. Foi uma das primeiras novelas a falar do crescimento desordenado das metrópoles, popularizando palavras como “ecologia” e “ecossistema” – por isso, sofreu resistência por parte de anunciantes ligados à construção civil.
1975-Escalada
A trajetória do caixeiro-viajante Antonio Dias (Tarcísio Meira) mostra momentos históricos do País, como a criação de Brasília. Ao falar da crise entre Dias e sua mulher (Suzana Vieira), a trama fez polêmica sobre o divórcio. Dois anos depois, a Lei do Divórcio foi aprovada.
1985-Roque Santeiro
Após ter 30 capítulos censurados em 1975, por ter sido inspirada numa peça de esquerda de Dias Gomes, a saga de Roque virou sucesso. Em Asa Branca, gente como Sinhozinho Malta sobrevive por causa do mito em torno de um falso herói. A cidade era uma paródia do Brasil e seu hábito de misturar misticismo, religião e política.
1988-Vale Tudo
Ao som de “Brasil, mostra a tua cara” na abertura, a novela escancarou a falta de ética e o pouco valor da honestidade por aqui. Já no primeiro capítulo, Maria de Fátima (Glória Pires) vende a casa da mãe (Regina Duarte) e a deixa na miséria. A trama também mostrou, pela primeira vez, o preconceito contra o homossexualismo feminino. E fez o Brasil parar para descobrir quem era o assassino de Odete Roitman.
1989-Que rei sou eu?
No fictício reino de Avilan, em 1786, os políticos da corte lutam para que o filho bastardo do rei não tome o poder. No ano da primeira eleição presidencial do Brasil depois de 30 anos de ditadura,o enredo mostra episódios que misturam ficção com a crise política brasileira, como corrupção, inflação, congelamento de preços, moedas que mudam de nome e outros planos econômicos furados.
1991-O dono do mundo
No auge do governo Collor, Felipe Barreto (Antonio Fagundes) aposta com seu secretário que conseguirá desvirginar a noiva de um dos seus funcionários (Malu Mader) antes da noite de núpcias dela. No quarto capítulo, ele vence a aposta, mas a falta de ética é demais para o público. A audiência cai 13 pontos e a novela passa por uma transformação para continuar.
1996-Rei do gado
Logo após a morte de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA), o MST virou tema da novela das 8. Luana (Patrícia Pillar) vive o dilema de participar do movimento e estar apaixonada por um fazendeiro. A novela recebeu desagravos oficiais do Senado Federal por criticar a falta de ação dos senadores.
2003-Mulheres apaixonadas
Auge do realismo nas novelas, a trama reuniu diversos problemas que atingem a classe média: alcoolismo, violência contra a mulher, ciúme, violência urbana e câncer de mama. Pela primeira vez, um casal de lésbicas não foi rejeitado pelo público. Enquanto o Congresso montava o Estatuto do Idoso, a novela mostrava um casal de velhinhos sendo mu tratados pela neta.
sábado, 23 de maio de 2009
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6 comentários:
Incrível o poder destas obras de ficção na mente de seus expectdores.
Muito bem feita a matéria. E muito interessante também. Um belo trabalho de pesquisa, parabéns pelo resultado.
Verdade, estas novelas pegam as pessoas de uma forma surpreendente, quem no Brasil não gosta de novelas!!! Eu mesmo assisto.
eu nem assisto novela,é tudo a mesma coisa,muito tosca --'
e eu não gosto de novela,se você se surpreende com uma besteira assim,sei não viu.
É a tv é um dos maiores meios de comunicação e uma das maiores formadoras de opiniões,sendo elasboas ou ruins!
Na verdade, todo o poder da mídia é muuuuuuuito grande.
Mas com certeza o impacto das novelas na população é muito grande, até pq atinge desde as camadas mais carentes até as mais abastadas da população.
www.conto-um-conto.blogspot.com
Acho que vc poderia ter sido mais ácido nesse texto.
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